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terça-feira, 1 de julho de 2014

resumo das semanas: 25ª, 26ª e 27ª

E o tempo passa! Passa mais rápido do que a gente imagina, mais veloz do que podemos perceber... Eis que já tô na 28ª semana de gestação! Outro dia desses comecei o blog, ainda era somente uma desejante, e agora estou carregando um filho na barriga! Nossa, não me canso de dizer o quanto fico emocionada só em pensar, em realizar esse sonho! :')

Tem sido um pouco complicado postar aqui frequentemente. Não que eu não queira ou não tenha novidades pra contar, mas é que tá acontecendo tanta coisa ao mesmo tempo que os dias vão passando e eu deixo de postar aqui. Meu objetivo com esse blog sempre foi registrar toda essa minha trajetória como mãe, então considero importante vir aqui pra atualizar tudo, mesmo que não seja com a frequência que eu gostaria. Me perdoem os hiatus que estão rolando por aqui, tá?

Então que nessas 3 últimas semanas aconteceu um bocado de coisa... Meu marido foi convocado pra assumir um outro concurso, em uma outra cidade e ainda estamos vendo se ele vai ficar ou não nos dois. Financeiramente seria muito bom, mas em compensação precisamos pesar a ausência dele bem no início de vida do Henrique. Nosso planejamento era ele estar pertinho de nós nesse momento, então assumir outro trabalho em uma cidade um pouco longe nos afastaria por alguns dias da semana. Mas está nas mãos de Deus! Ele tem até meados de julho pra tomar essa decisão. Estamos orando pra que tudo aconteça da melhor forma possível pra gente!

Sobre o meu bebê, ele está crescendo de vento em popa! rsrs! A cada dia acho minha barriga maior, e ela deve tá mesmo, porque todo mundo tem a mesma impressão que eu! kkkkkkkk! Como vcs vêm observando, minha barriga é super redondinha. Não surgiu nenhuma estriazinha, meu umbigo não "pulou" e minha linha nigra está bem discreta. Desde a morfológica do 2º trimestre não fiz outra ultra. Pra algumas pessoas isso seria uma tortura, mas estou bem com isso. Sinto Henrique se remexer todos os dias, tenho uma confiança imensa no meu corpo e uma certeza plena de que estamos maravilhosamente bem. Até peguei uma guia com o médico na última consulta pra ver o neném daqui a uns dias, mas é mais porque queria saber seu peso e altura somente. Não sou viciadona em usg, por mim faço apenas as necessárias, mesmo batendo uma ansiedade pra ver meu pequeno às vezes. rsrs! Tenho sentido umas dores nas costas, na lombar, mas sei que é normal, é o peso da barriga aumentando. O xixi tá demais, gentchi! Mal saio do banheiro e já tenho vontade de voltar. kkkkkk! A fome aumentou, mas tô comendo de forma bem mais saudável. Não estou fazendo exercícios propriamente ditos, mas que me conhece sabe que eu não páro. Ando todos os dias, vou ao centro, faço supermercado, continuo com os afazeres domésticos sem problema nenhum. Tento não ficar parada, mas acho que esse mês volto pra hidro. Por causa das dores nas costas acho que vai ser bom, né? Esse mês teve as festas juninas e aproveitei pra levar o pimpolho (na barriga, claro! kkkkk) pra acompanhar o forrobodó em Campina Grande com os amigos! Foi ótimo, me senti super bem, nada cansada! Esse baby gosta de farra, de movimento! rsrs!

Com relação ao meu pré-natal, tenho curtido muito o meu obstetra. Ele é super humanizado, respeita as minhas escolhas, esclarece as nossas dúvidas (muito mais as do marido, porque eu sou tão devoradora de informações que às vezes atropelo ele nas falas, kkkkkk!). Estou bem satisfeita porque encontrei milagrosamente um médico jovem, que se embasa nas evidências científicas atuais, que apóia o parto humanizado e principalmente faz tudo isso pelo plano de saúde. Pra muitas isso é motivo de desconfiança, mas é que ele abriu consultório recentemente e está "fazendo seu nome" antes de passar pra os partos apenas particulares. Dei muita sorte e agradeço a Deus por isso!

No entanto, na última consulta surgiram uns mini probleminhas comigo, rs! O peito sarou, tá ótimo, tô agora usando a Lansinoh só pra preparar tudo pras mamadas de Henrique, mas no meu último exame de urina deu uma alteraçãozinha. Diagnóstico: infecção urinária. Ok, é super normal em grávidas e perfeitamente tratável, mas fiquei um tiquinho irritada com isso, sabe? Eu não tenho sintoma nenhum, nenhuma ardência, dor ou algo do tipo, só a frequência do xixi que aumentou. Mas tudo bem, o tratamento é com um remedinho de 6 em 6 horas por 10 dias e depois faço um exame pra ver se está tudo certo. Vai estar, eu sei! #oremos. Além disso, teve outra coisinha... Minha pressão, que é sempre perfeita, deu alterada pela segunda vez. 14x9. Embora o médico ache que seja puramente emocional (a tal da síndrome do jaleco branco, rsrs) porque eu sempre fico nervosa quando ele vai aferir a pressão, pediu pra que eu evitasse o sal e fizesse alguns exames para descartar a pré-eclâmpsia. Tô confiante de que não vai dar nada também e que esse aumento tenha sido realmente um caso à parte. Vou cumprir tudo que ele pediu direitinho, pra assegurar que tudo esteja perfeito! No mais, todas as outras coisas estão ok. Exames de sangue ótimos, tudo tranquilinho, nenhum problema de glicose. Continuo sendo não reagente à toxoplasmose, mas tenho sido cuidadosa. Não engordei nadinha do mês passado pra esse (ou seja, só engordei 1kg do meu peso inicial da gestação), mas o bebê segue engordando! Viva!

O enxoval de Henrique tem sido feito com muito carinho. Agora estou realmente comprando as coisinhas, fechando os últimos detalhes, organizando o quartinho dele com muito amor! Ele já tem guarda-roupa, berço, poltrona de amamentação e cômoda já montados em seu quarto, comprei algumas roupinhas, paninhos e outros itens de bebê, o carrinho e o bebê conforto já chegaram e estão na caixa esperando pra serem montados um pouco mais perto do seu nascimento. Essa semana compraremos o berço portátil (que ficará em Recife, na casa dos meus pais, onde ficarei nos primeiros meses de vida dele). No quartinho faltam alguns detalhes, como papel de parede, nichos, kit higiene, tapete e brinquedinhos, mas olhem só como o basicão tá ficando:




Tô morrendo de amores por tudo que tô vivendo... Pelo barrigão crescendo, pelo quartinho tomando forma, por estar no caminho de um parto natural humanizado, pelo amor crescente entre eu e meu marido, pelos pulinhos e chutões que Henrique dá aqui dentro (enquanto escrevi esse post ele estava completamente ativo e pulante! kkkkk). É muito amor, gente! Desejo do fundo do coração que todas as mulheres passem por essa experiência! É incrível, sublime, tô carregada de felicidade!

Não tenho tirado muitas fotos minhas recentemente, embora esteja me achando lindíssima - e modesta, haha! - assim barriguda, mas termino esquecendo! kkkkk! Como a copa já começou, e tudo tá no clima verde e amarelo, vou aproveitar e postar duas fotinhas mais recentes do buxão pra vcs verem, ó:

26 semaninhas.
27 semaninhas.
E como hoje é primeiro de julho, aí vai mais uma música que está na minha playlist do parto:

"O que fazes por sonhar
É o mundo que virá
Pra ti, para mim...
Vamos descobrir o mundo juntos, baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor
Baby..."

(1º de Julho - Cássia Eller)

Beijos pra vcs, amores e amoras! Volto em breve! :)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

parto humanizado?

Tava zapeando pela internet hoje e li um texto tão interessante! Talvez vocês até já conheçam, mas eu quis postar aqui pra ficar registrado mesmo. Ele fala sobre como uma gestante deve ser atendida para um parto humanizado. Depois me digam o que acharam do texto, ok? rsrs! Sei que depois de ler, fiz pela milésima vez uma busca por telefones de médicos humanizados, doulas, etc. Apesar de morar em Campina Grande, provavelmente terei meu filho na minha terra natal, por causa da família e amigos que estão todos lá, então é uma pena que em Recife não temos muitas opções de médicos humanizados. Enquanto não chega a minha hora, vou pesquisando e me informando, porque não quero ter surpresas depois, né? Sim, voltando ao texto, achei num blog de um obstetra e é direcionado justamente para médicos e EOs. É gigante (senta que lá vem história, rs!), mas olha ele aqui:


COMO ATENDER UM PARTO HUMANIZADO

Por Ana Cristina Duarte

Você, médico ou enfermeira obstetra, está lá de plantão no seu canto. Não aguenta mais aquele papo de quem vai pro paredão do BBB.

Chega a gestante em trabalho de parto. Vamos supor as seguintes condições:
- Fez pré natal e não há nada de anormal
- Ela está em trabalho de parto (contrações efetivas, 2 a 3 contrações em 10 minutos)

Eis o que fazer:

1) Sorria. Apresente-se com um aperto de mão, diga seu nome e sua função na instituição. Cumprimente o acompanhante. Parabenize-a pela chegada do bebê. Só faça elogios. Não faça críticas, nem piadas. Seja simpático e sorridente, sem ser 'engraçadinho'. E definitivamente essa não é a hora de julgar falta de pré natal, excesso de filhos, de peso ou de pêlos. Nada disso é da sua conta. Lembre-se que você está sendo pago por esse serviço, que aceitou voluntariamente. Lembre-se que, em última instância, são elas que pagam o nosso salário

2) Deixe-a à vontade e o mais confortável possível, com liberdade de posição, desde essa fase de triagem. Explique que ela pode parar de responder se vier contração. Aguarde as contrações, sempre que vierem, antes de continuar o seu questionário. Pergunte o que precisa, para preencher a ficha da admissão. Ofereça uma camisola da instituição, sem obrigá-la a usar.

3) Peça que aproveite logo após o final de uma contração para se deitar em maca com encosto elevado pelo menos 45º. Diga que tentará ser o mais rápido possível. Instale a cardiotocografia de admissão, explique que é para avaliar os batimentos cardíacos do bebê. Verifique temperatura, pulso e pressão arterial. Tire termômetro e manguito de pressão tão logo termine as medidas. Peça licença para examinar a dilatação. Espere ela concordar. Seja delicado. Use gel lubrificante. Não force o colo. Não tente abrir mais do que já está. Pense em como você gostaria que um profissional examinasse internamente sua esposa, sua irmã, sua filha. Apenas avalie rapidamente, dilatação, esvaecimento, posição e altura. Diga a ela com quantos centímetros ela está de dilatação e dê parabéns, novamente. Diga que ela pode continuar o exame do coração do bebê em qualquer posição, inclusive de pé. Após os 20 minutos necessários, desligue imediatamente o aparelho e, caso esteja tudo bem, informe esse dado. Caso não esteja tudo bem, diga o que o preocupa, e informe que você já vai cuidar disso com a maior rapidez possível.

4) Supondo que ela já esteja com pelo menos 4 cm de dilatação e contrações efetivas, ou seja, na fase ativa do trabalho de parto, instale-a com o acompanhante, de preferência numa sala individual (não coletiva). Mostre onde tem banheiro, água, telefone, local para caminhar, banheiro para o acompanhante, chuveiro, bola, e tudo o que pode ser útil. Se ainda for fase inicial, explique que é complicado internar assim tão precocemente. Incentive-a a voltar pra casa por algumas horas (se for perto) ou a dar um passeio a pé, até as contrações ficarem mais fortes

5) Não realize lavagem intestinal, nem tricotomia, nem qualquer procedimento de rotina na internação. Não ligue soro com ocitocina. Deixe o trabalho de parto evoluir normalmente. A ocitocina só deve ser utilizada em casos de distócia de progressão. Lembre-se que a ocitocina pode causar anóxia e óbito fetal. Ocitocina não é remédio pra "ajudar". Ocitocina é uma droga potentísssima e perigosa.

6) Não rompa bolsa, a não ser em caso de distócia de progressão ou de sofrimento fetal (para verificação de mecônio). Deixe que a natureza se encarregue disso. Se nada for feito, a bolsa se romperá naturalmente entre 7 e 10 cm de dilatação, ou durante o período expulsivo. Ruptura artificial da bolsa das água é o maior fator de risco para prolapso de cordão.

7) Examine apenas o necessário. Tirando a ausculta fetal, que é fundamental para sabermos a vitalidade do bebê, não há porque ficar fazendo toques vaginais de hora em hora. Na fase ativa, podem haver intervalos de até 4 horas entre um toque e outro. Não deixe que mais de um profissional realize o toque. Peça licença. Pergunte se ela prefere que seu acompanhante permaneça ou saia durante o exame. Não assuma que você sabe como ela se sente, nunca! Sempre elogie o progresso, e como ela é forte, e como ela está lidando bem com o trabalho de parto. Se a bolsa estiver rompida, especial cuidado! O parto pode demorar quantas horas for necessário com a bolsa rompida, mas os exames de toque aumentam o risco de infecção

8) Se for realizar cardiotocografia, não deixe o aparelho ligado por mais de 20 minutos, explique que o alarme não significa problemas, que em geral é porque houve perda do foco pelo aparelho, desligue imediatamente logo após terminado, e dê liberdade de posição durante o exame. Não é necessário que a mulher esteja deitada.

9) Incentive a mudança de posição, deambulação, banho de chuveiro e banheira, uso da bola, descanso em diferentes posições. Não é necessário seguir um circuito pré estabelecido. Explique apenas que ela não está doente e que deve confiar em seu corpo. Explique sobre a importância de não ficar numa só posição o tempo todo. Mostre técnicas de massagem para o acompanhante. Incentive o uso do chuveiro para alívio da dor. Ofereça sucos, água e alimentos.

10) Conforme chegar mais perto do expulsivo, explique os sintomas e peça ao acompanhante que chame caso um desses sintomas seja referido. Não faça dilatação manual do colo, pois esse é o maior fator de risco para laceração de trajeto. Aguarde a evolução natural. Não coloque a mulher "em posição". Dê liberdade durante o período expulsivo. Dê preferência a posições verticais, como a banqueta de parto, por exemplo. Não é necessário realizar antissepsia dos genitais.

11) Deixe a mulher fazer força conforme sente vontade, não fique guiando, gritando ordens ou pedindo que ela prenda a respiração e faça força comprida. Deixe que ela sabe o que fazer. Bebês nascidos sob manobra de Valsalva têm notas de Apgar em média menores do que os nascidos sob puxos espontâneos. Não fique colocando os dedos na vagina dela para "alargar" o canal. A vagina é tecido mole, não segura o bebê. Se for possível abaixe a luz, deixe alguma música (se ela gostar da idéia), fale baixo. Evite falar, na verdade. Faça apenas a ausculta a cada 10-15 minutos. Lembre-se que desacelerações durante a contração são normais, ainda mais no período expulsivo

12) Dê tempo ao tempo, lembre-se que o período expulsivo de uma primigesta pode levar até 2 horas, às vezes até mais, desde que esteja havendo progresso e a ausculta esteja boa. Quando o bebê estiver coroando, convide a mulher a sentir a cabeça do bebê com a mão, e assim controlar a força e a expulsão. Proteja o períneo com uma compressa. Não empurre o fundo uterino, nem com a mão, muito menos com o cotovelo. A Manobra de Kristeler pode provocar lesão de fígado, de baço, ruptura uterina, descolamento de placenta, fratura de costela e hematomas, entre outros problemas.

13) Dê tempo para a cabeça subir e descer várias vezes, alongando o períneo. Isso evitará laceração. Não corte episiotomia, por favor. O maior risco de laceração de quarto grau ocorre quando se abre uma episiotomia. Lacerações em geral são pequenas, a maioria nem sutura necessita. Cerca de 70% das mulheres saem com períneo intacto.

14) Após a saída da cabeça, não puxe o bebê. Deixe que a próxima contração traga o resto do corpo. Isso pode levar 5 minutos. Lembre-se que o bebê está sendo oxigenado pelo cordão. O bebê pode nascer sozinho apenas com as contrações uterinas. Receba o bebê com delicadeza, enxugue-o delicadamente, sem esfregar. Sinta a pulsação do cordão, se estiver acima de 100, o bebê está bem. Ainda ligado ao cordão, coloque o bebê em contato pele a pele com a mãe e cubra-o, para prevenir a perda de calor. Não corte o cordão. Espere que ele pare de pulsar. Cerca de 1/3 do volume de sangue do bebê está no cordão e placenta. Deixe que esse sangue vá para o bebê.

15) Com a mãe ainda segurando seu bebê no colo, aguarde a placenta sem tracionar. Verifique apenas que o útero esteja contraído. Isso pode te dar a segurança que você precisa para deixar a natureza cuidar da placenta sem intervenções. Se houve fator de risco para hemorragia pós parto, aplique ocitocina intra-muscular e aguarde.

16) Se for necessário suturar, faça-o com anestesia suficiente para que a mãe não sinta dor. Se ela disser que está doendo, acredite: está doendo. A dor faz aumentar a adrenalina, diminuindo a produção de ocitocina: pior para o aleitamento, pior para a hemorragia pós parto. A amamentação na primeira hora de vida é prioridade e é a melhor forma de prevenir a hemorragia.

17) Após a primeira mamada e o cordão já cortado, pergunte se o pediatra pode examinar. Se possível o exame deve ser feito na própria sala de parto. Se não for possível, peça ao pai para acompanhar o exame. Enxugue melhor o bebê, com delicadeza. Corrija o corte do cordão, se necessário. Não aspire um bebê que respira. Pingue o colírio de escolha, de preferência abandone o nitrato de prata, menos efetivo, cáustico e doloroso. Substitua por antibiótico ocular. Deixe vacinas e vitamina K para as horas seguintes ao parto. Pese e identique o bebê. Devolva o bebê para a mãe imediatamente após o exame e diga a ela os dados relevantes.

18) Leve mãe, bebê e acompanhante para o quarto, na mesma maca, e favoreça o alojamento conjunto.

19) Da série "Um plus a mais": obstetrizes/enfermeiras obstetras para todas as mulheres; doulas voluntárias e permissão de entrada da doula contratada pela mulher, analgesia peridural para mulheres que esgotaram todas formas alternativas e não farmacológicas de controle da dor do parto; quartos com ambientação agradável; banheira para relaxamento e para o parto na água (aguarde nota sobre como atender um parto na água); uso de vácuo no lugar de fórceps sempre que possível (e necessário, claro).

20) Da série "Nunca é tarde pra lembrar": residentes e estudantes estão lá para aprender SE e QUANDO a mulher permitir. Mulheres e bebês não são cobaias. Parto não pode ter platéia. Não é humano colocar 6 estudantes observando a vagina de uma mulher. Nâo é humano colocar 6 estudantes e residentes para meter seus dedos nervosos em vaginas de mulheres com dor, assustadas e embaraçadas. Por favor, tome cuidado com a presença dos estudantes e sempre peça permissão à mulher. Sempre!

Por incrível que pareça, essas atitudes são o que chamamos de "Parto Humanizado". Para quem achava que parto humanizado envolvia o canto de mantras, a degustação da placenta e todos pelados na banheira, talvez seja uma decepção. Para quem milita pelo direito a um parto tranquilo para todas as mulheres, do SUS ou do sistema privado, é um grande alívio.

Imprima esse texto e entregue isso ao seu obstetra ou ao hospital público onde vai ter o seu bebê. Explique que é apenas isso que você deseja para seu parto. 



O que acharam? Seria uma maravilha se as mulheres não precisassem ficar apreensivas quanto ao seu parto, a esse momento tão importante de sua vida, né? Os médicos deveriam ser TODOS humanizados! Enquanto não chegamos a essa realidade, procuremos as melhores formas de ter nossos filhos de forma saudável e feliz, sem traumas!

Beijos e bom fim de semana pra vocês!